Município de Paredes de Coura

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Casa da Escritura evoca memória de Aquilino e ‘A Casa Grande de Romarigães’
  Casa da Escritura evoca memória de Aquilino e ‘A Casa Grande de Romarigães’   Na casa da Quinta do Amparo, imortalizada por Aquilino Ribeiro com a sua obra maior ‘A Casa Grande de Romarigães’, está a nascer a Casa da Escritura: “espaço aberto às crianças, às escolas e ao público, como forma de afirmação […]
publicado a 30 de Maio de 2022

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Casa da Escritura evoca memória de Aquilino e ‘A Casa Grande de Romarigães’

 

Na casa da Quinta do Amparo, imortalizada por Aquilino Ribeiro com a sua obra maior ‘A Casa Grande de Romarigães’, está a nascer a Casa da Escritura: “espaço aberto às crianças, às escolas e ao público, como forma de afirmação do território de forma positiva, das suas paisagens literárias e promovendo o turismo cultural. Isto vai ser um centro de literatura, mas também de cultura”, explicou Vitor Paulo Pereira, presidente da Câmara de Paredes de Coura, na apresentação da reedição de ‘A Casa Grande de Romarigães’, pela Bertrand, bem como da sua tradução para galego e castelhano, com chancela da Kalandraka Editora.

“Seguir-se-á a tradução em língua inglesa para chegar a outros países e leitores, promovendo e afirmando o nosso território”, prometeu Vitor Paulo Pereira, sublinhando que este propósito “insere-se numa estratégia de promover a literatura portuguesa e Paredes de Coura. A literatura é a capacidade de transformar o futuro. Não é estática. É dinâmica”, acrescentou o autarca, para quem “a cultura está longe se ser uma herança. É uma conquista de todos os dias”, argumentou.

E dirigindo-se a Mário Cláudio, que prefacia esta reedição da obra de Aquilino Ribeiro, Vitor Paulo Pereira agradeceu “a generosidade”, acrescentando que à semelhança do que está a acontecer em Romarigães -- onde o Município abraçou os trabalhos de restauração da Quinta do Amparo na sequência do protocolo assinado em 2019 com os herdeiros daquele imóvel --, “também vamos construir em Venade, para sermos guardadores das suas memórias, carinho e seu amor”.

Já Mário Cláudio explicou que abraçou o projeto de prefaciador como um “trabalho de tradutor. Traduz de uma linguagem de alma para outra linguagem de alma”, defendeu o escritor, que coloca o autor de «A Casa Grande de Romarigães’ entre os maiores vultos das letras: “o universo de Aquilino não é comparável. A literatura portuguesa é Camilo, Aquilino, Agustina e o resto. Assim como na literatura francesa, há Proust e o resto”, sublinhou o escritor que também escolheu Paredes de Coura para viver.

Perante as muitas pessoas que num final de tarde se deslocaram a Romarigães, como que vivenciando o lugar e os dias que Aquilino ali viveu, a professora de Literatura Portuguesa Contemporânea, da FLUL, Serafina Martins, acrescentou que “a natureza é a grande personagem da sua obra”. Enquanto Xosé Ballesteros, da Kalandraka, justificou a tradução de ‘A Casa Grande de Romarigães’ na coleção Confluência como “um canal de comunicação entre culturas e povos”, concluiu.